
aprendi no outro dia com umas miudas empertigadas que o fumo do tabaco activa os alarmes de incêndio. isto porque desde o ínicio deste ano todos os detectores pré-instalados em todos os edificíos públicos e não só foram substituidos por detectores com sensibilidade a tabaco, como as obras foram tão rápidas que ninguém deu por ela. e o mais engraçado é que agora, para evitar o pânico, os alarmes de incêndio são silenciosos, pois assim só há feridos pelo próprio fogo e evitam-se os empurrões e atropelos característicos dos alarmes com sinal sonoro. tive acesso a informação do governo que me disse que em vez do habitual TINONI nos alarmes e sirenes, estavam a pensar pôr músicas do Andrea Bocceli, para evitar o já referido pânico, e deixar as pessoas muito mais calmas face a uma coisa banal que é uma emergência. eventualmente teria efeitos terapêuticos. mas optaram pelos alarmes silenciosos, como nos bancos, para não chatear quem não quer ser chateado nem stressar ninguém. já estou aqui a pensar numa sociedade utópica sem sirenes, sem as badaladas dos sinos, sem música. até pensei escrever um livro e o posterior filme "ENSAIO SOBRE AS SIRENES".
Num mundo em que a população já estava farta de ser acordada pelas sirenes da policia quando lhes assaltavam a casa, em que o sono reparador era interrompido pelo barulho dos bombeiros enquanto a casa ardia, uma mulher pensa que estas só atrapalham, e candidata-se a presidente dos EUA, de forma a parar esta calamidade, que, mais cedo ou mais tarde, iria dar muito dinheiro às industria farmacêuticas em calmantes e sonoríferos. e é assim que nasce o mais recente romance de anfilóquio catarino, autor de best-sellers como "ICE TEA DE MANGA" ou "CUTTY SARK, O WHISKEY QUE VEIO DO FRIO"
não perca, numa cabine telefónica perto de si.




